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Arlene Dias Paes: NÃO ROUBARÁS

Enviado por murilo em qua, 04/17/2019 - 14:08

“Aquele que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo com suas mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.” Paulo (Efésios, 4: 28).

Eis aqui um trecho de uma das cartas do apóstolo Paulo de Tarso, que se mostra, como sempre, de uma incrível atualidade. Neste momento conturbado que nossa sociedade atravessa, marcada por movimentos sociais que reivindicam melhorias para todos, e onde há a infiltração de baderneiros que se aproveitam do momento para destruir bens públicos e privados, espalhando o medo, as palavras dele encaixam-se perfeitamente. Diz ele: “Vocês devem deixar de viver como viviam antes, como homem velho que se corrompe com paixões enganadoras. É preciso que vocês se renovem pela transformação espiritual da inteligência, e se revistam do homem novo, criado segundo Deus na justiça e na santidade, que vem da verdade.” (Efésios, 4: 22-24).

E recomenda, ainda, que abandonemos as mentiras, as más palavras, as imperfeições e que não furtemos mais.
Mas, sabemos que nem sempre os homens estão prontos para ouvir tais ensinamentos. É necessário que haja um tempo de amadurecimento, para que comportamentos inadequados sejam percebidos e substituídos, exigindo de cada um de nós esforço e muita perseverança. Há um tempo certo para que as mudanças ocorram: assim como a natureza não dá saltos, os homens também precisam dar um passo por vez para conseguirem evoluir com sucesso, atingindo as metas previamente estabelecidas.

Voltando ao texto comentado por Emmanuel, baseado nesta Epístola, notamos que Paulo se refere a outro tipo de furto,
e não somente à subtração de bens materiais. Podemos chamá-lo de furto imaterial, aquele que provoca danos morais na vida dos indivíduos, tanto naquele que o pratica como naqueles que sofrem tais ataques. E muitas vezes esses danos são tão grandes, tão profundos, que precisam de muito tempo e esforço para serem sanados.
E quem comete tais furtos? Aquele que no seu trabalho não se doa por inteiro, comprometendo o desempenho de companheiros que precisam fazer o que não foi feito; indivíduos que, através de seu temperamento explosivo ou inadequado, deixam intranquilos todos aqueles com os quais se relacionam; pessoas que invadem o espaço dos outros, atrapalhando o desenvolvimento normal de suas vidas; pessoas maledicentes, que espalham calúnias, críticas e injúrias, que destroem amizades e reputações; pais que não educam seus filhos e nem os disciplinam quando crianças, criando indivíduos despreparados para enfrentar a vida adulta; indivíduos egoístas ou preguiçosos, que agem sempre de acordo com suas vontades e caprichos.

Nessas situações, não percebemos que o tempo é implacável, que passa rápido e, muitas vezes, não permitindo que comportamentos inadequados sejam revertidos ou sanados.

Emmanuel alerta para o seguinte: o tempo de mudar, de transformar é agora. Vamos começar a observar os nossos comportamentos. Precisamos analisar e refletir sobre todos eles, para percebemos o que precisa ser mudado. E para que possamos ser eficientes em nossas ações e transformações, há um poderoso aliado: aceitar os ensinamentos evangélicos como norma de conduta. Estudá-los, entendê-los e praticá-los em todas as situações, em toda a sua plenitude.

E um grande passo nessa direção é cumprir dignamente todas as nossas obrigações, pois focados no trabalho, material ou não, não estaremos furtando a paz, o tempo, a esperança e a alegria de ninguém. Estaremos, sim, evoluindo e sendo úteis a nós e aos nossos companheiros de caminhada.

Nossas atitudes edificantes comprovarão, com o tempo, que entendemos os ensinamentos de nosso grande Mestre Jesus, e que estamos fazendo bom uso da dádiva que recebemos do Pai Celeste: a bênção da reencarnação.

BIBLIOGRAFIA:
XAVIER, F. C. - Fonte Viva (Espírito Emmanuel), 35ª edição- Rio de Janeiro – RJ -, Federação Espírita Brasileira, Lição 142 - 2006.

Arlene Dias