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CORONAVIRUS:Importante é não perder a calma e o bom senso

Enviado por murilo em sex, 03/20/2020 - 11:18

Quando Jesus disse: “Não se turve o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar”. (João, 14: 1 a 4), está claro que a casa do Pai a que o Mestre se referiu é o Universo. E as diferentes moradas, os diversos mundos que circulam no espaço infinito. Independente disso, as palavras de Jesus devem também ser interpretadas como o estado feliz ou infeliz dos Espíritos da Erraticidade

Os diversos mundos possuem condições diferentes uns dos outros, segundo o grau de adiantamento ou de inferioridade de seus habitantes. Há mundos superiores, inferiores e mundos iguais à Terra. “O meu Pai trabalha incessantemente”, disse Jesus. Se considerarmos o Pai trabalhando continuadamente, entenderemos essas diferenças, tal como as entenderemos no tocante aos Espíritos, que são criados por Deus, simples e ignorantes, mas, conforme o livre-arbítrio de cada um, alcançam evoluções diferentes, estágios diferentes.

Há uma infinidade de mundos no Espaço e seria impossível à inteligência humana, classificá-los. Mas o Espiritismo os classifica em: mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiações e provas, em que o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o bem supera o mal; mundos celestes ou divinos, moradas dos Espíritos Puros, onde somente o bem predomina.

A Terra, que já foi um mundo primitivo,  pertence à categoria dos mundos de expiações e provas, encaminhando-se para um mundo de regeneração.  Por isso, a razão de tanta miséria. Pelas maldades e paixões inferiores da Terra, às vezes conclui-se que a espécie humana seja uma coisa abjeta, miserável. O julgamento, porém, decorre de uma falsa visão de conjunto, pois a humanidade não se encontra toda na Terra.

A população da Terra, diante da população total dos mundos, é como a população de um lugarejo, com relação à população de um grande império. Se considerarmos a Terra como um lugarejo, ou ainda, como um hospital, onde só vemos doentes estropiados, compreenderemos que aqui se encontram encarnados os que não adquiriram, ainda, condições suficientes para estarem em mundos melhores, que  acontecerá quando estivermos curados de nossas enfermidades morais.

Neste contexto, muitas foram as doenças que surgiram na Terra, como o a antiga lepra (hoje hanseníase), o  sarampo, a catapora, a tuberculose, a peste, a gripe asiática, a gripe espanhola, a AIDS, o ebola, e agora, o coronavirus. Cada  uma dessas doenças está inserida em uma dessas classificações: endemia: doença localizada em um espaço limitado denominado "faixa endêmica"; epidemia: doença infecciosa que ocorre em  uma comunidade ou região e pode se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um surto endêmico; pandemia: epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e regiões inteiras. (é o caso do coronavirus)

Importante é não perder a calma e o bom senso, obedecendo a todas as recomendações das autoridades da saúde.

As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena, uma vez que nos mundos mais adiantados, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades. Significa que na Terra vivemos uma infância espiritual de muitos contrários. Os Espíritos nos afirmam que temos necessidade do mal para sentir o bem; da noite para admirar a luz; da doença para apreciar a saúde. 

Deus, em sua infinita perfeição e misericórdia, atua através de leis perfeitas e misericordiosas, para que o progresso seja atingido em toda a sua Criação. Por isso, não há acasos. Temos, pois, que nos resignar às consequências do meio onde a nossa inferioridade nos coloca, até que mereçamos passar a outro. 

Bem-aventurados os mansos porque herdarão a Terra, disse Jesus, no Sermão do Monte. Os brandos e pacíficos herdarão a Terra, porque,  na próxima encarnação,   continuarão a viver nela, para a continuação do seu processo evolutivo, enquanto  rebeldes serão relegados para planetas menos evoluídos e, daí, continuarem a sua evolução, do nível onde estão. 

Pelo que já disseemos, comprende-se que a Terra não pode permanecer eternamente mergulhada no mal, pois deste modo as criaturas boas continuariam a sofrer, devido à rebeldia dos maus. Por isso, a reforma se dará.

"Para que os homens sejam felizes sobre a Terra é preciso que ela seja povoada apenas por bons Espíritos, encarnados e desencarnados, que só queiram o bem. Esse tempo tendo chegado, uma grande emigração acontecerá nesse momento entre seus habitantes. Os que fazem o mal pelo mal e não são tocados pelo sentimento do  bem, não sendo mais dignos da Terra tranformada, serão excluídos, porque trariam de novo a discórdia e a confusão e seriam um obstáculo ao progresso. Esses vão expiar seu endurecimento uns em mundos inferiores, outros entre raças atrasadas que serão equivalentes aos mundos inferiores, onde levarão seus conhecimentos adquiridos e que terão por missão fazê-los avançar. Serão substituídos por Espíritos melhores que farão reinar entre eles a justiça, a paz e a fraternidade". (A Gênese, de Allan Kardec, item 26  - A geração nova - do capítulo XVIII - Os tempos são chegados).

Altamirando Carneiro