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HOMENAGEM AO ÍDOLO PAULO SÉRGIO MORTO HÁ 40 anos

Enviado por Redação em qua, 08/12/2020 - 15:49

Completa hoje 40 anos de desencarne.
O cantor e compositor capixaba iniciou sua carreira em 1968, no Rio
de Janeiro, lançando um compacto com o sucesso Última Canção. O
disco obteve sucesso imediato e vendeu 60 mil cópias em apenas três
semanas, transformando seu intérprete num fenômeno de vendas. A
despeito da curta carreira, Paulo Sérgio lançou treze discos e algumas
coletâneas, obtendo uma vendagem superior a 10 milhões de cópias,
em apenas 13 anos de carreira. [1]  Paulo Sérgio foi um cantor que nunca
conheceu o fracasso e não teve fase de decadência.  [2]  Ele teve
uma morte prematura, aos 36 anos, em decorrência de um derrame
cerebral.
Últimos Momentos
Paulo Sérgio, a partir do final do ano de 1979, praticamente se isolou
da vida artística. Muda-se para um sítio, em Itapecerica da Serra, na
Grande São Paulo, e começa a levar uma vida bem simples, criando
galinhas, cultivando plantas e passa a viver em contato mais direto
com a natureza. Muito caseiro, convida seus pais para virem morar
juntos com ele em sua chácara. Inicialmente, os mesmos aceitam sua
proposta, mas dias depois, retornam ao Rio de Janeiro, onde fixaram
residência desde a saída do interior do Espírito Santo. Naquela mesma
época, o cantor declara que pensava em abandonar a carreira quando
completasse 40 anos. Permanece quase um ano e meio sem gravar
discos e, também, sem fazer aparições públicas, uma vez que seu LP
volume 12 foi lançado no início de 1979. Até que, em maio de 1980,
lança o volume 13 e alguns sucessos já começam a figurar nas paradas
de sucesso de todo Brasil.
No dia 27 de julho de 1980, um domingo, Paulo Sérgio fez sua
última apresentação na TV, no programa do apresentador Bolinha,
da Rede Bandeirantes, onde cantou duas músicas que já eram sucesso
do seu último trabalho fonográfico: “O Que Mais Você Quer de Mim”
e “Coroação”. Logo após apresentar-se no Clube do Bolinha, nos

arredores do teatro onde aquele programa era veiculado, na Avenida
Brigadeiro Luiz Antônio, envolveu-se num incidente que talvez tenha
provocado sua morte.
Quando Paulo saiu do auditório para pegar seu carro, um  Camaro  de
cor gelo estacionado próximo à Avenida Brigadeiro Luiz Antônio,
várias fãs o cercaram. Queriam beijos, autógrafos, carinhos e
fotografias. Uma delas, agressivamente, começou a comentar fatos
relacionados à vida íntima do cantor e sua ex mulher, Raquel Telles
Eugênio de Macedo, de quem era desquitado desde 1978.
Para evitar encrencas, os amigos trataram de afastá-la de Paulo,
enquanto a moça garantia que ainda tinha muito a dizer. Nervoso,
Paulo Sérgio deu a partida em seu carro, mas quando manobrou o
veículo, foi atingido por uma pedrada no para-brisa. Fora de si, ele
desceu do automóvel e partiu em perseguição à moça, que se refugiou
no interior de um edifício, para onde o zelador não permitiu que Paulo
a seguisse. Furioso, o cantor avaliou os danos causados ao seu veículo
e aguardou vários minutos, na calçada, que a garota voltasse à rua.
Seu secretário Luiz Mendes procurou acalmá-lo. Ele ainda teria de
cumprir três apresentações, antes que o domingo terminasse.
Finalmente, o convenceram a esquecer o incidente e sair dali.
Rumaram para uma pizzaria em Moema. Paulo tentou fazer um
lanche, mas não conseguiu comer direito. Tinha muita dor de cabeça e
nenhum apetite.
A primeira apresentação foi no Grajaú. Quando terminou de cantar,
Paulo chamou seu secretário, pedindo a ele que encontrasse uma
farmácia e providenciasse comprimidos para sua dor de cabeça, que
estava cada vez mais violenta. Ingeriu dois de uma só vez e partiu para
Itapecerica da Serra. Mas conseguiu cantar apenas duas músicas. A
cabeça latejava dolorosa e implacavelmente e sua visão estava
começando a ficar turva. Cambaleando, ele voltou ao seu camarim.
Foi levado até o micro-ônibus e transportado para o Hospital
Piratininga. De lá, enviaram-no para o Hospital São Paulo. Quando
chegou a este último, ele já estava em coma. O diagnóstico foi rápido
e assustador: Paulo Sérgio tivera um derrame cerebral.
Após as primeiras providências clínicas, Paulo foi internado na UTI.
Uma desesperada batalha pela sua sobrevivência estava se iniciando.
Amigos e parentes foram alertados. Apesar de preocupados, todos,
tanto familiares como fãs e equipe médica, estavam confiantes até
aquele momento, uma vez que o cantor era um homem forte e sadio.

Com esse perfil, acreditavam que não havia motivo para que se
duvidasse de uma possível recuperação.
No entanto, mesmo com a equipe médica fazendo o possível, os
esforços de nada adiantaram. Na manhã de segunda-feira, 28 de julho,
os corredores do hospital já estavam repletos de pessoas que queriam
ver e saber alguma notícia sobre o estado de Paulo Sérgio. O otimismo
já cedia lugar a um certo desespero. Afora os familiares, ninguém
mais naquele momento tinha autorização para entrar na UTI, onde ele
se encontrava.
As reações de Paulo Sérgio continuavam desfavoráveis. O Dr.
Pimenta, chefe da equipe que incansavelmente tentava reabilitar o
cantor, após exames minuciosos, revelou aos familiares de Paulo que
suas possibilidades de sobrevivência já eram mínimas e, mesmo
assim, a luta prosseguia. No hospital, a vigília permanecia continua.
Mais uma noite e o estado de saúde de Paulo Sérgio, ao invés de
melhorar, se agravou mais. Às 14 horas e trinta minutos de terça-feira,
29 de julho, foi declarado que já não havia mais nenhuma
possibilidade de reversão do quadro clínico, de modo que e sua morte
clínica definitiva passara a ser apenas uma questão de tempo. Paulo
Sérgio já estava praticamente sem vida e apenas os aparelhos
mantinham sua respiração e seus batimentos cardíacos. Às vinte horas
e trinta minutos, foi anunciado o fim de uma longa e dolorosa agonia.
Apesar do esforço feito para salvá-lo, Paulo Sérgio, aos 36 anos de
idade, estava morto.
O rei Roberto Carlos se manifesta sobre a morte de Paulo Sérgio
Durante a madrugada e a manhã seguinte, o corpo do cantor ficou
exposto para visitação no velório do Cemitério de Vila Mariana, em
São Paulo. Atendendo ao pedido dos pais de Paulo Sérgio, foi
sepultado no Rio de Janeiro. Na capital carioca, o velório ocorreu
no Cemitério do Caju. Entre cantores e artistas que prestaram suas
últimas homenagens, estavam presentes: Antônio Marcos, Jerry
Adriani, Agnaldo Timóteo, Zé Rodrix, Edson Wander e Renato
Aragão, um de seus maiores admiradores. O cantor Roberto Carlos
não pôde comparecer ao enterro, mas prestou sua homenagem
enviando uma enorme coroa de flores com os seguintes dizeres: “Meu
coração está em luto, pois morreu meu grande ídolo”. Às 16 horas do
dia 30 de julho (quarta-feira), o seu corpo baixou à sepultura ao som
de seu maior sucesso, “Última Canção”. Segundo alguns amigos de
Paulo Sérgio, nos últimos meses, o cantor dava sinais claros que algo

não ia bem com sua saúde, já que o artista vinha emagrecendo muito e
sentindo fortes dores de cabeça, sempre tratando os sintomas com
analgésicos e não dando maior importância ao fato. Para a gravadora
Copacabana, declarou Clayton Lazzarini, diretor de divulgação e um
grande amigo de Paulo Sérgio, sua morte repentina representava um
prejuízo de mais de 10 milhões de dólares por ano a cada disco
lançado, já que o artista, juntamente com Benito di Paula, era o grande
responsável pelo faturamento da empresa. Só seu último LP, lançado
dois meses antes de morrer, já havia alcançado a marca de 100 mil
cópias, uma excelente vendagem para os padrões da época.
Em 1981, a então gravadora Copacabana lançava o LP Volume 14.
Tratava-se de 12 faixas inéditas que Paulo Sérgio havia gravado
durante os anos 1970 e não aproveitadas em trabalhos anteriores.
Curiosamente, a faixa que abre o disco chama-se O amor é cada vez
maior, a última música gravada por Paulo Sérgio duas semanas antes
de sua morte. No final dos anos 1980, uma nova tecnologia permitiu
juntar as vozes de Paulo Sérgio e de seu filho, então com 12 anos. A
canção escolhida foi “Quero Ver Você Feliz”, música que Paulo
gravou em 1975 em homenagem ao nascimento do filho. Na nova
versão, lançada em 1987, o filho responde ao pai com novos versos,
incluídos à letra original da canção.